sábado, 26 de junho de 2010

Em clima de Copa

A semana do inferno acabou e hoje foi mais um dia de preguiça. Mais ou menos. Acordei super cedo, fiz as coisas da casa e saí para fotografar pelo bairro, já que não tinha tido tempo ainda de conhecê-lo. Depois coloco as fotos aqui.

Também fui numa loja de esportes comprar uma camisa do Brasil, mas, obviamente, não tinha mais. Imagino que é porque tem mais saída que a da Argentina, afinal, todos querem uma camisa de uma seleção campeã! Pentacampeã, melhor dizendo...

Porém, como tinha uma camisa da seleção Argentina com meu nome nas costas (O número 18, pra quem não sabe, é Martin Palermo, do Boca Juniors), aproveitei e comprei ela! Todo mundo ficou puto porque eu publiquei essa foto com a camisa no Facebook... É engraçado como os brasileiros são muito mais anti-argentinos do que o inverso!

Pois bem, aviso logo aos navegantes: se me encherem muito o saco assisto o próximo jogo do Brasil com ela. E bebendo Quilmes!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E uma coisa boa antes de deitar...

A Pupi agora está lendo o blog, também, para treinar o Português e, incrivelmente, consegue entender minhas mensagens cheias de gírias e palavrões... Assim, depois de ler a postagem sobre o livro, me autorizou formalmente a publicar a dedicatória linda que mencionei.

Então incluo ela abaixo:
A Bruninho cuando era niño...

Para mi rey, nada
mejor que el principito...

Este es para que lo tengas
siempre con vos (ahora
en castellano) y para
que me tengas presente
a mi con él. =)

Te quiero mucho!!

Pupita
É ou não é linda? Ah, e antes que alguém pergunte, ela não é baiana! "Meu rei" é uma brincadeira...

Adivinha quem está de volta?

Pois é. Os dias de cão voltaram! Ontem e hoje foram dias meio infernais, já que hoje foi a entrega do FPP, sigla pra First Playable Prototype ou, no nosso idioma mais evoluído, Primeiro Protótipo Jogável. Este tipo de entrega já é, naturalmente, estressante, mas, neste caso, tem um extra: esse é o primeiro protótipo depois daquelas "mudanças hostis" no projeto. E o pessoal de Paris achou que ia ser legal se a gente fizesse o trabalho todo que fizemos nos últimos 3 meses em 3 semanas e pouco. E tome chibata!!

Resultado: acabo de chegar em casa e a versão tá com tanto bug que não mandamos hoje! O que significa que amanhã tem mais, então, vou tomar meu leite quente e dormir...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O presente perfeito!

Tem presentes que são bons, outros que são ótimos e uns poucos, muito raros, que são perfeitos. São aqueles que dão aquela sensação autêntica de que ganhamos exatamente aquilo que mais queríamos, sem tirar nem por. São presentes que não podem, nem precisam, ser melhorados.

Eu me lembro de alguns que me fizeram sentir assim em momentos distintos da minha vida: o robô Arthur de controle remoto (Que anos depois viria a se rebelar contra a família, atacando Ugo), o Falcon que mexia o olho, os dois videogames (Dynavision e o Phantom System) e o meu furão, Ludo. Além dos que eu não lembro, porque era muito novo, mas que provavelmente foram iguais, como a primeira bicicleta e o meu Jipinho que Tio Sérgio perdeu no Carnaval de Olinda (olha o trauma!).

Pois bem, anteontem Pupi, a menina Argentina que mencionei aqui, me deu mais um desses, o que é, por si só, surpreendente, já que nos conhecemos há tão pouco tempo! Ganhei uma edição do Pequeno Príncipe, em Castellano, que já li ontem mesmo. À primeira vista pode parecer estranho que seja tão importante assim, mas eu explico...

Eu tenho uma relação um pouco forte com este livro. Foi o primeiro livro mesmo (com mais texto que figura) que eu tenho lembrança de ter lido. Também foi o primeiro livro de verdade que ganhei de presente, de Bivó, que sempre foi a maior estimuladora a leitura que tive. Ainda tenho ele lá em Recife, numa edição caindo aos pedaços, com a capa solta, mas que tem uma dedicatória linda dela. Junto com o santinho que ganhei na primeira comunhão (sim, eu fiz primeira comunhão, por incrível que isso possa parecer) são as duas principais lembranças que ainda tenho dela.

Fora isso, é um livro que eu admiro muitíssimo, apesar de ser o livro de cabeceira de 9 em cada 10 Misses, porque ele evolui junto com a gente. Você lê ele aos 8 anos e ele consegue dialogar contigo. Depois você vai crescendo, e relendo ele aos 12, 16, 18, 20, 30 anos, e ele continua dialogando contigo. É como se fosse mudando, a medida que a gente muda. Mas, a verdade é que nós é que vamos entendendo cada vez mais as entrelinhas desse tratado sobre a natureza humana. Se você nunca leu, leia. Mas já aviso que a melhor parte, que é essa evolução, você já perdeu.

Enfim... Estava querendo reler o livro já a algum tempo, como parte do meu processo de relê-lo ciclicamente e havia pedido o de Pupi emprestado, já que o meu está em Recife. Ao invés disso, ela me deu um novo com uma dedicatória lindíssima, que só não coloco aqui por que não perguntei a ela se podia, e me fez sentir exatamente como me senti quando recebi cada um dos presentes que eu listei acima. Incrível!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Gato, violão e muita preguiça...

Ontem foi feriado aqui. Dia da bandeira e aniversário do falecimento do General Belgrano que, perdoem minha ignorância sobre temas básicos da História Argentina, deve ter sido um cara foda, só perdendo em fodismo para "El Libertador" General San Martin, já que ambos competem para ver quem tem mais coisas com o nome deles aqui...

Como todo "Domingo Duplo", foi um dia de preguiça extrema. Embora tenha acordado às 7h da manhã, contrariando a tradição tanto de Domingos, quanto de dias pós-jogo, me concentrei em manter o grau de esforço físico o mais baixo possível. A manhã eu gastei vendo toda sorte de filmes retardados e seriados que estavam passando na TV. O bom de TV a cabo é isso: sempre tem uma merda pra ver em um dos trocentos canais. Só levantei da cama mediante protestos de Loki que queria, com razão, que eu colocasse o café da manhã dele. Na verdade, os protestos e a petição por escrito em três vias registradas em cartório foram completamente ignoradas, mas ele apelou e é meio difícil ignorar garras atravessando o edredom e cravando na sua barriga enquanto os fundos do gato tapam sua visão da TV...

Durante a tarde -- sim, o café da manhã foi na hora do almoço! -- fiquei tocando violão para minha audiência particular, ou seja, o felino citado acima que, por alguma razão estranha, não tem mais medo do violão. Das duas uma, ou eu tô tocando melhor ou escolhi músicas que agradam ele, porque o danado, que normalmente se esconde embaixo da cama quando vê o violão ser retirado da capa, simplesmente deitou do meu lado no sofá e cochilou.

Tava precisando de um diazinho assim...

sábado, 19 de junho de 2010

Bra-sil, bra-sil, bra-sil...

Eu sei que, apesar de ter voltado estou escrevendo aqui com uma frequência merda. Uma vez por semana é foda! Mas vou tentar melhorar isso. A copa chegou e a Argentina, como o Brasil, se transforma durante esse evento que, segundo um taxista, deveria acontecer todo ano. Eu pensava que a parada aqui ia ser mais hostil, mas os Argentinos realmente gostam da nossa seleção e torcem pela gente. Assim, cúmulo do bizarro, me vi torcendo pela Argentina também! Claro, isso só dura até a final, quando a gente vai dar uma lapada tão grande neles que Maradona vai mudar o nome pra Pelé de tão desnorteado. O plano já tá feito: Brasil ganhando a copa, numa final contra a Argentina, penduramos uma bandeira no Obelisco... Sério. Não é piada!

Outra novidade é que descobri um restaurante Brasileiro, chamado Beleza Pura, aqui em Buenos Aires. Não é um restaurante Argentino que faz comida Brasileira. É um restaurante Brasileiro MESMO. Roots. Ler o cardápio é um exercício de auto-controle. Ele começa na seção "Salgadinhos", que já mostra a que veio, listando Coxinha, Empada, Pão de Queijo, etc. Na seção seguinte, de entradas, eles abrem com Acarajé e vão até Macaxeira Frita, Carne de Sol Acebolada e, pro paulistas, ou apaulistados como eu, Polenta Frita! Nesse ponto já tem tanta coisa que você quer comer, que você tem impulso de nem ler a seção de pratos principais. Talvez seja uma boa idéia fazê-lo, porque eles tem de Feijoada, a Bobó de Camarão, passando por Vatapá, Moqueca, Virado a Paulista e Arrumadinho, só pra citar os mais célebres.

Enfim, o jeito é você organizar um plano para ir lá diversas vezes, já sabendo o que vai pedir em cada uma de antemão. Ah. Para vocês que comem doce, tem Cocada, Brigadeiro e Beijinho também! E, obviamente, se bebe Skol, não Quilmes! O ambiente todo é bem legal, música brasileira no som, William Bonner na TV dando as notícias, uma carranca no meio do restaurante e uma estante com todos os milhões de cachaças existentes.

Fora isso, as coisas melhoraram 3000%. No trabalho tivemos umas mudanças hostis no projeto, mas são coisas que me agradaram muito apesar de triplicar a quantidade de trabalho, então, é como comentou mainha outro dia: um estresse bom. O apartamento novo é muito legal: menor, mais fácil de manter limpo e a 15 minutos do trabalho. Loki está praticamente acostumado e já não acha que não vou voltar cada vez que saio. Voltei a escrever e já escrevi meu primeiro conto originalmente en Castellano. Está terminado, mas é só um rascunho, por enquanto, falta lapidar.

Por último, aquele detalhe que normalmente tem o poder de foder tudo, mesmo quando tudo tá tranquilo: o coração. Vai bem, também, obrigado! Tô com uma Argentina agora, coisa recente, mas tudo anda às mil maravilhas... Por enquanto não vou entrar em detalhes, mas, dependendo do andar da carruagem, é provável que vocês ouçam falar dela no futuro.

sábado, 12 de junho de 2010

No capítulo passado...

Bem. Fiquei um tempão sem escrever nada. Tava meio sem saco, dada a sequência de acontecimentos ruins ou não tão bons assim. Terminou que não fiz o relato da aventura nas terras da Rainha. Mas, tudo bem, depois mostro as fotos a cada um e conto tudo! Agora vamos recapitular rapidamente para todo mundo poder acompanhar a novela normalmente...

Fui pra Londres, voltei, meu namoro acabou, fiquei meio completamente fudido por um tempo (mas já passou!), passei a odiar mais a Argentina, me organizei pra voltar a Recife, mas, numa reviravolta do destino, decidi ficar até o final do projeto em que estou trabalhando. Não tem pra que sair fechando portas, né?

Pois bem. Ontem me mudei. Por um lado é ruim não morar mais em Palermo, já que eu gostava da área e é legal morar em um bairro que tem teu nome, mas por outro estou num apartamento melhor -- apesar de menor -- mais perto do trabalho, e cuja dona não é um pé no saco como o dono do outro. Além de ter TV, na qual estou assistindo o morgadíssimo Argentina x Nigéria e vendo Maradona de terno no banco com cara de delegado decadente de delegacia de subúrbio.

Aproveito para colocar as fotinhas do meu novo apê, que terminei de arrumar às 2h da madrugada de hoje.





quarta-feira, 31 de março de 2010

Saudade do Capibaribe

No passeio de hoje fomos no Embankment, que é como eles chamam o passeio que acompanha a margem do Tâmisa nessa área perto de Blackfriars, e deu uma saudade danada dos nossos rios. Mais ou menos a mesma sensação que deu lá em Puerto Madero. Mas vamos começar do começo...

Inicialmente íamos ao Hyde Park, Covenant Garden, essas coisas, mas já vi que aqui não adianta sair com um programa planejado: a gente SEMPRE muda no caminho. Assim, terminamos na Catedral de Saint Paul. O lugar é muito bonito, tanto a catedral, quanto a pracinha na frente e o jardim atrás. Não vi muito por dentro por que paga 12,50 libras só pra colocar o sorriso lá dentro e, apesar de normalmente não converter os valores, vou abrir uma exceção: NEM FUDENDO que eu pago mais de 30 reais para entrar numa igreja. Na boa, nem um santinho de brinde o cara leva! Eu acho melhor não entrar e estimular os caras ao desapego dos bens materiais e tal... Enobrece a alma.

Depois da igreja e do jardim, onde tiramos um montão de fotos muito legais, fomos ao tal Embankment. É muito legal. Andamos todo o trecho que vai da Millenium Bridge, que termina exatamente no Tate Modern, até a Blackfriars Bridge. Não cruzamos para o Tate, porque não ia dar tempo de visitar ele todo, já que ele é um passeio em si, mas voltaremos outro dia.

Vou colocar as fotos que tiramos lá assim que tiver um tempinho, mas já deixo uma que tirei sem a pandinha saber, só pra dar o gostinho.

terça-feira, 30 de março de 2010

Animais empalhados e ossos de dinossauro

Hoje fomos ao Natural History Museum, que é uma espécie de zoológico estático. Por um lado tem a desvantagem de não ver os bichos em movimento, por outro lado tem a vantagem de poder olhar cada um detalhadamente e ver coisas como o Dodô e o Triceratops, ou pelo menos os ossos de um. É um passeio que vale muito a pena. Fizemos ele em menos tempo do que deveríamos, mas a gente tava só com uma tarde e eu não tava muito bem a barriga, acho que comi alguma merda.

Além dos objetos expostos, o prédio é um show à parte. Não sei exatemente o que ele era antes de ser museu, mas é lindo, apesar da mistureba em algumas áreas, onde termina o look abadia-de-séculos-atrás e começa o estilo hi-pop-mega-clean-futurístico, tipo a cadeira-ovo de Men in Black. O lado ruim foi a seção da Baleia Azul estar fechada. Queria ter visto ela. Mas o Brontossauro substituiu um pouco...

E, por último, a melhor de todas as coisas que vi no Natural History Museum...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Chuva, chuva e chuva...

Hoje choveu pra cacete. Dormimos até tarde e na hora do almoço fomos encontrar Henrique lá perto da faculdade onde ele estuda para conhecer a Forbidden Planet, uma loja fodona de jogos, livros, animes, RPGs e coisas de nerd em geral. A área, Holborn, é bem legal, meio centrão, mas tem um casario bonito e deu para fazer algumas fotos. No final das contas, mudamos os planos e não fomos na Forbidden, fomos numa lojinha menor mas que vende especificamente jogos de tabuleiro e cartas a Playin' Games.

Comprei um jogo de cartas chamado Gloom, cujo subtítulo é The Game of Inauspicious Incidents & Grave Consequences, ou seja, O Jogo dos Incidentes Inauspiciosos & Graves Consequencias, onde o objetivo é foder a vida dos integrantes de uma família até que finalmente eles tenham uma Morte Prematura. Você ganha pontos por quão mais fodidas foram as vidas dos personagens antes de morrerem. Ou seja, agora vou poder fazer o papel do Universo e foder a vida de mini Brunos Palermos fictícios. Estou ansioso para comprar as expansões: Unhappy Homes (Lares Infelizes), Unwelcome Guests (Convidados Malquistos) e Unfortunate Expeditions (Expedições Desafortunadas, provavelmente tem uma para a Argentina).

Depois, já que estávamos na Museum Street, demos uma passada rápida no British Museum. Obviamente voltaremos lá com mais tempo.

domingo, 28 de março de 2010

Spitalfields

Hoje fizemos um passeio light. Primeiro fomos no mercado de Spitalfields, que é muito legal. É tipo uma feirinha do Recife Antigo, com itens de Brechó e coisas de design, acontecendo no pátio interno do Paço Alfândega. Sério. Tu tá lá, na barraquinha de comida indiana irreconhecível, olha pro lado e tem um café no nível daquele Assúcar que tem lá. Muito legal o lugar! Mas é bom vir com dinheiro. Tem uma barraca só com Nerdwear, ou seja, camisetas com temática de Vídeo Game, essas coisas.

Tem uma loja lá, onde infelizmente é proibido fotografar, que é tipo o País das Maravilhas, de Alice, ou o mundo do Fantasia. Você entra e é imediatamente cercado por todo tipo de parangolé pendurado no teto, de fadas a coelhos, passando por hipopótamos voadores e peixes. Todos os objetos vendidos na loja tem um quê de Alice no País das Maravilhas. Claro que 90% das coisas não são compráveis -- onde cacete tu vai colocar uma girafa de paletó? -- mas são uma visão interessante. Vale a visita! Depois do mercado tomamos um café no Nude, um café muito gostosinho que tem lá perto.

Depois passamos ao roteiro turistão: Tower Bridge. É aquela ponte com duas torres que todo mundo conhece de foto, etc, etc. É bonita, legal de ver, mas o tcham mesmo do passeio é andar pelas ruelas perto da margem do Tâmisa: parece que você foi transportado no tempo ou sugado para um livro de Sherlock Holmes. Passamos também pela Hay's Galleria, um grupo de lojas e restaurantes que tem perto da ponte, que também tem umas paradas meio artísticas, entre elas um barco mecânico muito estiloso, meio Vaporpunk, que é uma obra de David Kemp, chamada The Navigators. No final, como não podia deixar de ser, já que pandas são muito comilões, fomos al All Bar One, na beira do rio e de frente para a Tower Bridge, comer uma coisinha.

sábado, 27 de março de 2010

Vai pela Air France, porra!

Finalmente os Pandas estão juntos! Demorei, mas estou aqui escrevendo as novidades direto da cidade do fog, que ainda não vi... Vou escrever mensagens separadas, com a data retroativa, só pra manter organizado.

A viagem foi super cansativa, mas bem tranquila, nenhum estresse nem em Frankfurt, nem em Londres. Na alemanha levei um semi-susto: depois de passar o notebook no Raio X o cara pegou ele e disse "Esse aqui tem que fazer um teste especial. Por aqui, por favor". E eu pensei, "Fudeu! O cara vai abrir, ver minha musicas piratas todas e eu vou ter que pagar um milhão de reais de multa e vou ser deportado". Mas não foi nada. Foi só um teste sinistroso, acho que pra encontrar drogas.

No mais foi tudo relax, tirando o casal Francês do meu lado, no trecho Buenos Aires - Frankfurt. Puta que pariu, pense num povinho intragável: mal-educado, buliçoso e espaçoso. Chegaram na cadeira eu levantei para eles entrarem, a mulher passou e o cara ficou uma semana arrumando a bagagem no compartimento de cima, enquanto eu esparava em pé. Detalhe: chega e coloca uma merda de uma mochila gigante em cima da minha, onde estava meu notebook. "Cuidado, tem um notebook aí", aviso. Ele olha pra mim, faz cara de quem entendeu, e começa a "organizar" o compartimento de bagagem para "acomodar" a merda da mochila dele, empurrando a minha mochila como se fosse um saco de lixo. "Brother, tem uma porra de um notebook aí dentro!", aviso de novo. Ele continua, e eu, no ápice do desespero, decido usar outro approach: "Vai sentar agora ou não?!", pergunto. Funciona e o débil mental se senta, ocupando em seguida a quarta cadeira, entre eu e ele, com toda sorte de quinquilharia. Bem, é como dizemos na Gameloft: "São franceses, né?"

quinta-feira, 25 de março de 2010

Arrasado!

Estou arrasado. Acabo de deixar Loki com Bruno, um amigo do trabalho, que também é brasileiro, e não pensei que fosse sentir TANTO o impacto. É muito estranho chegar em casa e não escutar ele miando do outro lado da porta e, apesar dele ser tamanho PP, o apartamento, que também é PP, fica horrivelmente vazio sem ele.

Mas, também, não dá pra não ficar assim. O bichinho foi miando o caminho todo, dentro do taxi, e, mal chegou, correu para debaixo da cama, sem nem fazer o reconhecimento, se recusando terminantemente a sair. Tô me sentindo super mal de fazer ele passar por tudo isso, por deixar ele só num lugar estranho, com uma pessoa estranha. Mas não tinha outro jeito...

Menos mal que Bruno é gente boa, super tranquilo, e curte gatos. Já teve 16. Além do mais, pô, o cara me conhece a pouquíssimo tempo e topou assim -- na lata -- ficar com o gato por 18 dias. É uma puta responsabilidade. Só gostando muito de gato ou sendo muito gente boa. Nos dois casos, isso me tranquiliza. Acredito que vão fazer amizade logo e vai ficar tudo bem. Mas que dá um aperto no coração, dá.

No mais, tá quase tudo pronto para a viagem. Mala fechada, documentos em ordem, libras na carteira. Falta fazer uma faxina na casa, que entre 6 e 9 de Abril a irmã de uma amiga minha e seu namorado (ou marido ou sei lá o quê) vão ficar aqui em casa e não quero que eles fiquem nesta pocilga.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mais estranho que a ficção!

Algumas pessoas incrédulas, seres de pouca fé, comentaram que "não é possível que seja tão ruim assim". Bem. Segue o Disclaimer, vulgo aviso, para estas pessoas e os demais incrédulos que não se pronunciaram:
Disclaimer
Os eventos relatados neste blog são reais, por mais bizarros e inverossímeis que eles possam parecer. Qualquer semelhança com pessoas, fatos e lugares não é mera coincidência, é deles mesmo que eu tô falando. Se não acredita, não lê, ora porra!
Pronto. É isso. Voltamos à programação normal.

terça-feira, 23 de março de 2010

Sem Internet, mas com feriados bizarros!

Hoje ficamos a manhã toda sem Internet no estúdio. Em toda empresa normal, exceto as que trabalham com web, isso significaria mais produtividade. Lá no estúdio é o contrário. Isso significa que a gente não consegue usar o MSN para falar com o pessoal do HQ em Paris, o que, por sua vez, significa não conseguir aprovação para nada, o que pode terminar significando duas coisas: ou não se faz nada, ou se faz tudo normal, correndo o risco dos Franceses depois dizerem que "não era assim que queriam" e perdermos todo o trabalho feito. Ou seja, aquela básica situação de ou se fode ou toma no cu. Ou, como diriam pessoas mais educadas, ficamos entre a Cruz e a Espada.

(Aproveito e abro um parêntese aqui para falar sobre educação... Algumas pessoas acham que eu falo muito palavrão e tal. Logo eu, que estudei letras e podia me expressar de formas mais elegantes e elaboradas. Bem. Fodam-se. Se eu quiser eu escrevo sem, mas como acabei de demonstrar 61 caracteres atrás (contando espaços), algumas destas expressões malignas têm um poder que simples e educadas expressões não possuem. Nada é tão definitivo quanto um bom "foda-se". Fecha parêntese)

Voltando. O estresse é tanto que amanhã que é um feriado nacional e que, por lei, não pode mudar de data, vamos todos trabalhar. Trocamos pelo dia 5 de Abril, mesmo sendo proibido por lei, para ter uma Páscoa longa. Agora somos todos criminosos: Os Bandidos do Calendário.

O mais engraçado desse feriado, o Día nacional de la Memoria por la Verdad y la Justicia, é a data escolhida. Explico. A data é essa porque em 24 de Março de 1976 aconteceu o último golpe militar que deu início a uma ditadura que governou a Argentina por 7 anos, durante os quais cerca de 30.000 pessoas desapareceram, entre elas os filhos das famosas Madres de la Plaza de Mayo. Faz sentido, né?!

Definitivamente, a Argentina é um lugar surreal...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Segunda é dia de banco!

No final de semana eu não fiz absolutamente nada. Null. Void. Tava merecendo. Já faz alguns fins de semana que eu sempre tenho coisa pra fazer, né? Então, tudo que fiz foi, basicamente, comer, dormir, jogar World of Warcraft, ver filme (Hellboy 1 e 2), brincar com Loki -- ele merece também, tava carente e vai ficar 18 dias sem mim -- e falar com as mulheres da minha vida (minha pandinha e mainha).

Mas nada como uma Segunda estressante depois de um fim de semana relax... Depois dessa tranquilidade que, obviamente, não faz parte do padrão, claro que tinha que vir merda, né? Lembram do meu Kit de Boas-Vindas do Santander Río que não chegou na Sexta e ia chegar hoje? Pois é. Ia! Lá se vai Bruno, menos inocente e serelepe, mas ainda esperançoso, pegar as coisas do banco, afinal. Cheguei lá e o cara, de cara, já disse que não estava lá e que deveria, notem bem, DEVERIA chegar essa semana. Assim, cúmulo da precisão. Claro que todos sabemos que eu só vou ver a cor desse cartão quando voltar da Inglaterra, né?

Na hora do almoço, fui ao HSBC fazer um Encashment, uma palavra bizarra que significa simplesmente "o pagamento em dinheiro de uma nota, letra ou ordem de pagamento", mas que como é muito mais estáile dizer Encashment do que compensação ou pagamento, eles preferem chamar assim. O processo -- simplérrimo -- começa comigo explicando para a menina do banco que eu queria "retirar dinheiro aqui no caixa de uma conta que eu tenho no HSBC do Brasil". Depois de uns 5 minutos, e de eu repetir exatamente a mesma explicação 3 vezes, ela me olha triunfalmente e diz "Ah! Você quer fazer um Encashment!" e fica me encarando com aquela cara de por-que-você-não-me-disse-antes. Como cacete eu ia saber que tinha um nome específico para isso e o quê que é tão difícil de entender na explicação que eu dei?

Mas, continuando... Aí começa a fase REALMENTE COMPLICADA do processo. Ligar pro HSBC Premiere Internacional, que depois de entender o que eu queria, me transfere para o sistema nacional do HSBC, já que, cretinamente, o sistema deles não tem o esquema de se identificar por CPF e Senha, mas o nacional tem. Chegando no nacional, a moça me pergunta em que pode me ajudar ao que eu prontamente respondo -- seguindo a instrução da outra moça do internacional -- "Em nada. Pode me transferir para o HSBC Premiere Internacional, por favor?".

Só que a louca se recusa terminantemente a transferir sem saber o que eu quero com o HSBC Premiere Internacional, mesmo eu dizendo que fui instruído pela menina de lá a pedir que me transferissem. Resultado: tenho que explicar que estou no meio de uma operação de Encashment. O que fode tudo, porque a doida tinha assumido que eu estava no Brasil, logo, essa operação é feita por eles não pelo internacional; mas eu não tinha entendido que ela tinha entendido isso. Até que finalmente, quando eu digo que estou em Buenos Aires, e que não é aquela do interior de Pernambuco, ela entende e diz, com a cara lisa (imagino, já que não tava vendo), "Mas isso tem que ser no HSBC Premiere Internacional!". Sério? Não diga!

E me transfere prontamente para o HSBC Premiere NACIONAL!! Pode? Mais 5 minutos de explicação e finalmente chego onde devia estar, apesar de saber disso e estar a mais ou menos 15 minutos repetindo essa ladainha a todas as atendentes. Mais uma meia horinha pra mulher preencher o formulário e enviar para a menina do banco aqui, mais 20 minutos na fila. Meu horário de almoço foi pro espaço, né?

Pra terminar, uma piada cretina, como o atendimento do HSBC: Vocês riram com os meus estresses bancários? O Santander Río...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Maldição!

Não sei se todo mundo sabe, mas, quando eu nasci, sendo o primeiro de ambas as famílias, painho e mainha fizeram uma grande festa e convidaram três Fadas para serem minhas madrinhas. A primeira me deu de presente esse charme, que todos conhecem; a segunda, me deu essa veia cômica; e a terceira estava prestes a me dar paciência para as adversidades do mundo, quando uma fada argentina, que ninguém lembrou de convidar, óbvio, invadiu a festa e me amaldiçoou dizendo: "Esta criança nunca vai conseguir receber nada a que tiver direito!". Assim, não podendo reverter a maldição, a terceira fada disse que, ao invés de não receber, eu receberia, mas com atraso. E fiquei sem a tal da paciência.

É por isso que nada do que eu compro online chega na data prometida. É por isso que nunca na minha vida um banco me entregou os cartões no dia certo. E é por isso que invariavelmente, qualquer coisa que eu espero, que tenha um prazo para acontecer, só chega depois desse prazo.

Hoje, o pessoal do Santander Río, que comprou o banco no qual tínhamos as contas-salário -- e me fez ficar sem dinheiro, roupa e comida -- estava no escritório entregando os Kits de Boas-Vindas, que entre outras coisas, continham cartão de débito, talão de cheques, etc. Imagino que vocês já sabem o que aconteceu, né?

Pois é. Lá se vai Bruno, inocente e serelepe, para a fila gigante, depois de ter esperando na outra fila gigante para fazer uma cópia do passaporte, já que o nosso eficiente RH nos avisou NA HORA, que era necessária uma cópia do documento!

Tudo bem. Assumo que eu, conhecendo a minha própria sina, deveria ser menos inocente e ir para a fila só por formalidade, já sabendo o que ia acontecer, mas... Eu sempre tenho esperanças!

Chega minha vez o cara pergunta meu sobrenome, vai olhar numa lista e volta. "Fudeu!", pensei. Ele pega meu documento, olha de novo, provavelmente no "A" de Araújo, já que antes tinha olhado no "P" de Palermo, mas continua com aquela cara de que algo não está certo. Eu na minha esperança vã, ainda digo "Mira en la 'D', que a veces está en 'De Araújo'". Ele olha, balança a cabeça, ri, e vai nas caixas onde estão os kits. "Ufa! Achou.", penso. Aí ele volta e me pergunta se já tenho conta no Santander. "Fudeu!", pensei de novo. E ele explica que por algum motivo estranho, já que ele não sabe da minha maldição, meu nome está na lista, mas meu kit não está lá.

Das duas uma, ou me fizeram uma macumba sem noção, ou eu fui Inquisidor ou Atendente de Telemarketing na vida passada (Que são as duas únicas ocupações que podem gerar tanto Karma negativo...). Puta que pariu!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Isso são horas?!

Ninguém gosta de dentista e eu não sou exceção. Na verdade, sou um pouco, por causa do motivo. A maioria das pessoas tem medo da dor e eu, sinceramente, não vejo essa dor do dentista não. Na verdade, se Ivan, meu dentista, lesse o blog, seria testemunha de que eu fico tão a vontade naquela cadeira -- bem confortável, por sinal -- que chego a dormir. Não é exagero! Durmo MESMO -- literalmente -- a ponto de ele me acordar porque eu tô fechando a boca...

Meu problema é com dentistas que não são "o meu dentista", o já citado aí em cima. Não é por nada, é só porque, de todos os dentistas que me lembro, em toda a minha vida: desde a mulher que colocava o flúor alaranjado naquela dentadura de borracha e mandava a gente mastigar (e depois nos dava o sugador descartável para brincar em casa), até hoje, nenhum deles parecia saber muito bem o que estava fazendo. Exceto por Ivan.

Fora isso, eu, quando estou ansioso ou estressado (ou as duas coisas), tenho Bruxismo, que pra quem não sabe é uma bizarrice inexplicável na qual o cara fica trincando os dentes enquanto dorme. Além de não adiantar porra nenhuma para o estresse e a ansiedade ainda fode os dentes, dá dor de cabeça e você acorda com aquela sensação gostosa de boca latejando. Ultimamente, como vocês sabem, eu estou ansioso E estressado, por motivos óbvios. O principal sendo a interminável peleja contra o meu arqui-inimigo, o Universo.

Pois bem... Hoje a peleja partiu de vez pro lado físico. Acordei às 5:50 com a dita sensação, fui escovar os dentes e -- TCHARAM! -- um deles estava meio "frouxo", como se fosse um dente-de-leite. Segundo me explicou a dentista que me atendeu às 6:30 da manhã, horário perfeito para se estar no dentista, o dente estava fraturado. "Ok", pensei com os meus botões, "ela vai colocar aí o equivalente odontológico de gesso e tipóia e em 15 dias tá novo". Ha! Claro que não! Ela tirou o "fragmento", leia-se quase o dente todo, e disse para eu marcar uma radiografia panorâmica e uma consulta com um Fulano, para fazer a extração e o implante. Mas disse assim, como quem tá dizendo um troço super trivial. E eu "Ah, a extraçã... A O QUÊ?!!".

Atualizando... O Universo agora, além de me tirar a tranquilidade, o sono e o bom humor, me arranca os dentes! Conselho de quem sabe: não arrumem briga com o Universo e, se ele chamar pro pau, corram!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tilt! Nada de coputador pra você...

Continuando minha eterna desavença com o Universo, hoje ele resolveu foder o meu trabalho... Cheguei de manhã, lindo e serelepe, liguei o computador e... Nada. Aparecia a tela de "carregando o Windows" e ficarava carregando ad infinitum. Desliguei e liguei de novo, que é como as coisas funcionam na Ciência da Computação, que, como todos sabem, é uma Ciência Exata, e, portanto, tem estes processos lógicos e fundamentados para a solução de problemas. Novamente a tela de carregamento do Windows mostrou-se bem relutante em sair de cena, porém, depois de um tempo, cedeu lugar à grande vilã do mundo da informática: a Tela Azul. Resumo da ópera: mando o computador para o pessoal de TI que fica com ele por 2 horas. Isso faltando 10 dias para a primeira entrega importante do projeto!

E ainda tenho que escutar as velhas piadinhas de "Ah, tem problema não. GD é quem menos trabalha mesmo!". Ah, vão se fuder!

terça-feira, 16 de março de 2010

A longa espera...

Pois é... Não sei se sou eu que sou exigente (ou se é porque estou ansioso), mas se um RH meu demorasse uma semana para responder a um candidato, ia pra rua! Sério. Não é física quântica não, po! Recebeu um teste, responde dizendo "Recebi, obrigado, boa sorte". Não quero nem o resultado -- mentira, quero! -- só que digam que receberam essa droga.

Hoje faz uma semana que enviei o teste da Jynx, e segundo fontes escusas, existem dois candidatos que resistiram ao peneirão: eu e alguém desconhecido. Vamos ver no que dá. O da Jagex completa uma semana amanhã, e também nem um sussurro. Eu esperava mais dos britânicos nesse ponto... Tsc tsc tsc. Nem cheguei lá e já estão me decepcionando. Assim, vão terminar vencendo os Argentinos (Como sempre, né?). Tão aí as Malvin... digo, as Ilhas Falkland, que não me deixam mentir!